A colocação do piercing na língua desencadeia sempre um processo inflamatório que poderá ter maior ou menor intensidade dependendo das condições de esterilização instrumental. Com isto, a espessura da língua pode até dobrar de tamanho. Se sobrevierem processos alérgicos ou infecciosos a língua pode inchar ao ponto de fechar a orofaringe, causando asfixia grave que pode por em risco até a vida do paciente.
O Dentista, por obrigação ética, deve orientar o seu cliente quanto aos perigos deste ato e avisar os pais se o ato ocorrer em um menor de idade.
É importante salientar que piercings na região podem também ocasionar perda de sensibilidade, quebra ou arranhões no esmalte dentário, traumas mecânicos e alterações celulares.
Nos Estados Unidos estão sendo desenvolvidas inclusive campanhas contra esta agressão ao organismo.
De qualquer maneira é importante que se entenda que fatores culturais e educacionais estão aqui interagindo, e que somente um diálogo efetivo entre pais e filhos poderá limitar a impulsividade da criança e do adolescente e coibir por consenso a propagação deste modismo.
Afinal os tempos são outros, e não podemos permitir que este tipo de costume arcaico, próprio de civilizações antigas ou sem acesso à ciência, sobreviva nos tempos modernos e plenos de informação. |